Talvez você esteja se perguntando: “Quem é essa mulher que agora começa a prosear por aqui?”
Então deixa eu puxar a cadeira, ajeitar o cabelo que sempre insiste em ter personalidade própria, e me apresentar do jeito que eu gosto: olhando nos olhos.
Eu sou Elis.
Sou daquelas que não vão a um evento só para postar.
Eu vou para sentir.
Enquanto muita gente está preocupada com o melhor ângulo, eu estou prestando atenção na senhora que dança agarradinha com o marido como se fosse o primeiro baile.
No ambulante que trabalha sorrindo porque sabe que aquela noite paga a semana. No cheiro de cheiro que vem da praça de alimentação. Na lágrima de quem realizou o sonho de ver seu ídolo de perto.
Porque festa, para mim, nunca foi só palco.
É bastidor.
É história.
É gente.
Nos últimos anos, vivi o turismo e a gastronomia pelo Brasil. Entrei em cozinhas antes do restaurante abrir. Conversei com chefs que começaram lavando prato.
Acompanhei eventos que movimentaram cidades inteiras. Aprendi que por trás de cada divulgação existe responsabilidade. E por trás de cada evento, existe impacto.
Impacto na economia.
Impacto nos sonhos.
Impacto na memória das pessoas.
E é isso que me trouxe até aqui.
O Prosa de Boteco não é só notícia. É conversa. É aquele momento em que alguém encosta no balcão e diz: “Você não sabe o que aconteceu…” e a gente para tudo para ouvir.
É nesse espírito que eu chego.
Não para falar de cima do palco.
Mas para contar o que acontece além dele.
Aqui, a gente vai falar de rodeio, de música sertaneja, de eventos, de cultura… mas também vai falar do que ninguém vê.
Do que movimenta a cidade quando os portões se abrem. Do que fica quando as luzes se apagam.
Porque eu acredito numa coisa:
evento bom termina, mas história boa continua sendo contada.
E se você gosta de olhar além do óbvio…
puxa uma cadeira.
A nossa prosa está só começando.