Soja puxou resultado
Goiás colheu 20,7 milhões de toneladas de soja — alta de 23,0% e liderança nacional em produtividade. A média estadual chegou a 4,2 toneladas por hectare, avanço de 20,0%. Para 2025/26, a previsão é de 5,1 milhões de hectares plantados.
O milho também registrou desempenho histórico. A produção alcançou 14,2 milhões de toneladas, crescimento de 25,9%, com produtividade média de 7,2 toneladas por hectare. Para a próxima safra, a estimativa aponta área de 2,0 milhões de hectares e produtividade média de 6,9 toneladas por hectare.
No sorgo, Goiás manteve a liderança nacional. A produção foi de 1,5 milhão de toneladas, alta de 18,6%, com aumento de 15,6% na produtividade. A projeção para 2025/26 indica 1,6 milhão de toneladas, em 438,1 mil hectares.
O feijão teve o melhor resultado desde 2020/21. A colheita somou 289,9 mil toneladas, crescimento de 5,6%, com produtividade média de 2,4 toneladas por hectare. Para 2025/26, a previsão é de 285,2 mil toneladas.
O Estado também manteve a liderança nacional do girassol. A produção foi de 74,2 mil toneladas, em 47,0 mil hectares, com produtividade média de 1,5 tonelada por hectare. A expectativa é de manutenção desses patamares na próxima safra.
Pecuária e exportações
Em 2025, a pecuária do Estado também avançou. O Valor Bruto da Produção da bovinocultura atingiu R$ 20,8 bilhões, o maior da série histórica. Goiás ocupa a terceira posição no ranking nacional, com crescimento de 20,4% sobre 2024 e participação de 9,9% no total do País.
Na avicultura, a atividade está presente em todos os municípios goianos. Rio Verde concentra 11,3 milhões de cabeças, na sétima posição nacional, e Itaberaí soma 9,2 milhões, em décimo lugar.
O desempenho chegou ao comércio exterior. Entre janeiro e novembro de 2025, as exportações do agro goiano alcançaram R$ 10,4 bilhões, alta de 7,6% em valor e de 14,3% em volume, com 21,2 milhões de toneladas embarcadas. Os produtos chegaram a 166 países, com destaque para China, Estados Unidos, Irã e México. Os complexos da soja, da carne bovina, dos cereais e o sucroalcooleiro lideraram as vendas.
Fonte: Agro Estadão