A
Estância Turística de Olímpia acaba de encerrar mais uma edição
especial do Festival do Folclore, que entrou para a história.
Completando 61 anos, o FEFOL é um dos maiores e mais importantes eventos
da cultura popular do Brasil e, em 2025, ganhou mais visibilidade e
reconhecimento, consolidando Olímpia como Capital Nacional do Folclore.
O encerramento realizado nesse
domingo, dia 10 de agosto, selou o sucesso da festa. Ao todo, 160 mil
pessoas participaram das diversas atividades gratuitas que integraram a
programação do 61º FEFOL, durante o dia e à noite, ao longo dos nove
dias. O alcance do festival foi ainda maior se considerado o público
online, que acompanhou as transmissões ao vivo. Neste ano, cerca de 170
mil visualizações foram registradas no Youtube e Facebook, alcançando
internautas em diversos locais do Brasil e também no exterior. Nas redes
sociais, os conteúdos do FEFOL ultrapassaram 2 milhões de
visualizações, um alcance recorde.
A noite de maior sucesso foi a da
abertura, no sábado, dia 02 de agosto, que reuniu cerca de 30 mil
pessoas no Recinto e contabilizou mais de 25 mil visualizações online. O
espetáculo de abertura, preparado pela Secretaria de Educação, contou
com mais de 600 pessoas envolvidas, a maioria delas alunos da rede
municipal, além de professores e grupos convidados. O enredo abordou o
tema da edição “Raízes que nos Conectam”, reforçando a ideia de que é
nas origens culturais de cada um que se encontra a força que mantém viva
a cultura popular brasileira. Além disso, a apresentação fez referência
ao Maranhão, estado homenageado, mostrando sua riqueza histórica e
cultural, com a beleza natural dos lençóis maranhenses, o Centro
Histórico de São Luís, a Serpente Encantada e os Cazumbás, além dos
sotaques do Bumba Meu Boi do Maranhão, Patrimônio Cultural Imaterial da
Humanidade pela UNESCO.
Este ano, uma das grandes novidades
que encantaram o público foram os tapetes aéreos, que decoraram a arena,
os corredores e a entrada principal do Recinto. O trabalho artesanal
foi feito pelo casal paraibano, João Carlos e Maria Ylma, formando
elementos de homenagem ao Maranhão, ao FEFOL e ao folclore brasileiro,
desenhados por bandeirolas. A arte foi marca desse festival também com
os murais pintados pelo artista plástico olimpiense, Rick Duran, e o
desenho do Bumba Meu Boi, que ilustrou o cartaz da edição, produzido
pelo artista Rochinha.
Com uma programação extensa e
recheada de atividades, o FEFOL contabilizou mais de 120 apresentações
no palco principal e, mais uma vez, foi além dos limites do Recinto,
levando o folclore e a mistura da cultura brasileira também para as
ruas, com as peregrinações pelas diversas ruas do centro comercial e na
Praça, no desfile de encerramento, além de apresentações em espaços
públicos e empresas, nos parques aquáticos, em todas as escolas
municipais, incluindo os distritos de Ribeiro dos Santos e Baguaçu,
envolvendo todos os públicos e idades.
O encantamento com os grupos
participantes da edição também foi marcante. Ao todo, 61 grupos
folclóricos e parafolclóricos, vieram de 20 estados de todas as regiões
do país, número recorde de estados representados em uma única edição,
reunindo 2 mil artistas, entre dançarinos, músicos e integrantes dos
grupos. Além do Maranhão, estado homenageado, o Acre também ganhou
destaque, por participar pela primeira vez do festival em 61 anos de
história.
A mistura de ritmos, de cores e,
principalmente, de cultura, proporcionaram ao público uma verdadeira e
rica viagem pelo Brasil, com apresentações que envolveram os olimpienses
e visitantes. Uma edição que recebeu grupos tradicionais na história do
FEFOL e também contou com 17 grupos inéditos.
As atividades da Educação também
deram um show à parte, cumprindo mais uma vez a missão de resgatar e
perpetuar a cultura e a tradição, com brincadeiras antigas, vivência
cultural, aprendizado e o Minifestival, que contou com a participação de
escolas da rede pública e privada e foi prestigiado por milhares de
pessoas. Segundo balanço, foram apresentações de 18 escolas municipais e
uma particular, além de oito grupos visitantes, durante os cinco dias,
somando 550 alunos e artistas. Um público que ultrapassou 3 mil pessoas e
contou com a visita de escolas de 10 cidades.
Este ano, o FEFOL ganhou ainda o
Brasil com a ampla cobertura jornalística, de diversas emissoras e
veículos de imprensa, locais, regionais e até nacionais, potencializando
a divulgação dessa festa que representa o país. A força política, que
exerce importante papel no crescimento da representatividade do festival
no território nacional, também foi marcante, contando com a presença
inédita do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, além das
visitas de secretários de Estado de SP, deputados federais e estaduais e
até mesmo da secretária de Cultura e Economia Criativa do Rio de
Janeiro.
“Não tenho outra palavra para
encerrar esse festival, nesse momento tão importante, do que agradecer.
Agradecer todos os funcionários e colaboradores da Comissão Organizadora
e, principalmente da Secretaria de Cultura que, por muitos meses, estão
preparando essa edição e, a partir de amanhã, já começam os
preparativos pro ano que vem. Mais de 2 mil pessoas passaram por esse
palco, nesses nove dias, se apresentando, pessoas que vieram de muito
longe. Temos uma gratidão enorme pela participação do Maranhão, que foi o
estado homenageado esse ano e, no ano que vem, nós vamos homenagear o
Rio de Janeiro. Assim, declaro encerrado o Festival do Folclore de 2025.
Muito obrigado e até o ano que vem”, ressaltou o prefeito Geninho
Zuliani, no encerramento da festa.
Agora, o Festival do Folclore de
Olímpia já entra na contagem regressiva para a 62ª edição, que será
realizado de 01 a 09 de agosto de 2026, celebrando o Jubileu de Alecrim e
tendo como homenageado o estado do Rio de Janeiro.
O Festival do Folclore de Olímpia é
uma realização da Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Defesa
do Folclore, com apoio de projetos de incentivo cultural, parceiros
institucionais e patrocínio de empresas olimpienses.
Fonte: Comunic