Hugo Pena & Gabriel lançam regravações de seus sucessos no YouTube
Os clássicos “Estrela”, “Vou Te Amar (Cigana)”, “Por Enquanto, Adeus” e “Do Brasil à Argentina”, já estão disponíveis
09/01/2025
(Divulgação)
Ao longo das décadas,
o cenário musical tem se transformado. De um espaço majoritariamente ocupado
por homens, a indústria passou a contar com a força criativa e empreendedora de
mulheres que quebram barreiras, reinventam estilos e desafiam padrões. Essa mudança
reflete um novo momento cultural em que a voz feminina é amplificada, não
apenas como intérprete, mas também como compositora, produtora e empresária.
Para explorar essa
realidade, a dupla May e Gabi compartilhou sua experiência no mercado da música
sertaneja detalhando suas experiências e reflexões sobre a jornada da mulher na
música.
O espaço feminino
May e Gabi enfrentaram
dificuldades iniciais para serem reconhecidas em um mercado tradicionalmente
masculino. “Muitos acreditavam que o sertanejo era um universo exclusivamente
masculino, sem espaço para as mulheres mesmo que haja grandes nomes femininos
na música sertaneja. Mas nós não paramos de acreditar. Sabíamos que o público
estava ansioso para ouvir as histórias que só as mulheres poderiam contar”,
compartilha May.
Hoje, a dupla acumula
milhões de visualizações nas plataformas digitais e se apresentaram em
diferentes estados do Brasil. Para Gabi, essa conquista é fruto de uma mudança
maior. “Estamos vendo outras artistas também quebrando paradigmas, como Marília
Mendonça, que abriu caminhos e mulheres no pop, como Anitta, que conquistaram o
mundo. Isso nos dá força para continuar”, afirma.
A força da
representatividade
A presença de mulheres
em diferentes gêneros musicais tem um impacto direto na forma como o público
consome e se identifica com as músicas. A cantora IZA, por exemplo, tem usado
seu espaço para dar visibilidade à diversidade e ao empoderamento negro no pop
brasileiro. No funk, Ludmilla e MC Carol desafiam padrões ao abordar temas como
sexualidade, desigualdade e resistência.
“O mais importante é
que as mulheres estão falando por si mesmas”, observa Paula Pires, pesquisadora
e empresária do ramo. “Antes, elas eram moldadas para caber em um padrão
imposto pela indústria. Agora, estão ocupando todos os espaços de produção e
mostrando que têm voz ativa em todos os aspectos do processo criativo.”
Mudança de bastidores
Além das cantoras, o
mercado musical também tem visto um crescimento na presença de mulheres nos
bastidores. Produtoras como Marina Sena, que além de compor e interpretar suas
próprias músicas, tem atuado na produção de seus trabalhos, mostram que o poder
feminino na música vai muito além do palco.
Para May e Gabi, isso
é essencial para que as novas gerações se sintam inspiradas. “É importante
destacar que as gerações femininas no sertanejo foram ganhando espaço no
decorrer dos anos e isso tem se intensificado cada vez mais. Hoje, sabemos que
as meninas que nos veem no palco podem acreditar que esse espaço é delas
também, seja como cantoras, compositoras ou empresárias da música”, conclui
Gabi.
No mundo musical
existem inúmeras áreas em que o protagonismo da mulher tem sido observado, um
exemplo disso são as que atuam nos bastidores de eventos e produções.
O futuro é feminino
Com uma indústria cada
vez mais inclusiva, o futuro da música promete ser ainda mais marcado pela
pluralidade de vozes femininas. Iniciativas como festivais dedicados
exclusivamente a artistas mulheres, maior visibilidade nas plataformas de
streaming e coletivos de apoio entre cantoras e produtoras estão consolidando
um movimento irreversível.
Se no passado a música
brasileira cantava sobre as mulheres, hoje elas cantam por si mesmas, ditam as
regras e continuam a abrir caminho para quem vem depois. May e Gabi são apenas
um dos muitos exemplos de que, finalmente, as mulheres estão assumindo o
protagonismo que sempre foi delas.